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Portugal vai combater droga no emprego

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Mensagem por WhitBud em Seg Jul 06, 2009 2:53 am

Instituto da Toxicodependência vai criar guia orientador das intervenções a fazer no meio laboral, com a ajuda de sindicatos e patrões.

O Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT) quer desenvolver um plano de combate ao consumo de drogas e álcool nos locais de emprego. Um problema que está na origem de muitos dias de trabalho perdidos, muitas situações de desemprego e de acidentes de trabalho, disse ao DN o presidente daquele instituto, João Goulão.

Por isso, hoje, Dia Internacional de Luta contra a Droga, aquele responsável vai sentar-se à mesa com sindicatos, associações patronais e algumas das grandes empresas portuguesas, entre elas EDP, CTT e ANA - Aeroportos de Portugal, para discutir o assunto. Um encontro no qual João Goulão espera que "se dê o pontapé de saída para a criação de um guia orientador da intervenção a fazer no meio laboral". E no qual apresentará um documento de base para nova estratégia.

O objectivo é identificar casos de abusos de consumos de droga e álcool no meio laboral tão precocemente quanto possível, prevenir a existência de novas situações e garantir o encaminhamento das já existentes para centros terapêuticos, evitando-se a discriminação e desinserção dos trabalhadores em causa, explicou.

João Goulão admite que a tarefa não será fácil porque "há interesses antagónicos em jogo". Também por isso considera que o combate ao problema passa necessa- riamente por acordos com empresas e sindicatos. Mas considera que esta será também uma prioridade de actuação do IDT.

Por isso, a reunião, que junta todos os possíveis actores no combate ao consumo de drogas no meio laboral, é o evento mais importante a realizar no Dia Internacional de Luta contra a Droga, considera. Apesar de tudo, refere, o álcool é, de entre drogas lícitas e ilícitas, aquele que tem maior impacto nos locais de emprego no nosso país.

João Goulão falou ao DN depois de ter participado na sessão de abertura do Primeiro Encontro sobre Dependências do Concelho da Amadora, que decorrerá até amanhã no Hospital Amadora-Sintra.

De acordo com dados constantes do Plano Nacional para a Redução dos Problemas Ligados ao Álcool, ainda não aprovado pelo Governo, o álcool é responsável anualmente por 1,8 milhões de mortes (3,2% do total) e a perda de 58,3 milhões (4% do total) de anos de vida ajustados por incapacidade (DALY) em todo o mundo (WHO, 2005). Além disso, 7,4% de todas as incapacidades e mortes prematuras na União Europeia (Madelin, 2008) são originadas pelo consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

A nível laboral, a Organização Mundial de Saúde estima que o seu consumo reduz a produtividade em mais de 10%.

Em Portugal, não existem dados sobre o impacto do álcool a nível laboral, nem sobre a ocorrência de acidentes de trabalho associados ao seu uso excessivo. Contudo, de acordo com dados de um inquérito recente, citado no Plano Nacional ainda por aprovar, 8,7% dos indivíduos que trabalham dizem ter um consumo nocivo de álcool.

Para João Goulão um dos passos a dar no combate ao problema é exactamente procurar fazer um levantamento do número de casos existentes, porque só assim se poderá analisar melhor o fenómeno", diz o presidente do Instituto da Droga e Toxicodependência.
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